sábado, 12 de março de 2011

O Único Refúgio

Preciso de um lugar para me refugiar,
Preciso de um lugar onde eu escute apenas o som das águas e animais.
Preciso me sentir longe, distante de tudo,
Preciso acordar e ver que tudo se fez novo,
Preciso me achegar a Tua presença e chorar.

Embora pareça tudo certo, Tu sabes como a minha alma está.
Como está entristecida, sendo corroída dia após dia.
Só Tu És o meu refúgio!
Só Tu podes me curar!

Juntaram-se diversas tribulações e me cercaram.
E somente em Ti eu vejo uma saída.
Uma esperança para um futuro bom.

Sei que em breve me alegrarei e sentirei paz.
Pois a Tua mão irá me salvar!

terça-feira, 1 de março de 2011

Ao Meu Amigo

Meu amigo,
Por que estás tão abatido?
Por que escureceu o teu semblante?
Não vale mais a vida do que as coisas deste mundo?

Meu amigo,
Pode ser que ainda não veja,
Mas o nosso Deus reserva grandes coisas,
Para todo aquele que N'Ele espera

Você chegou em nosso meio e fez grande diferença
Mas hoje restam apenas histórias
De dias alegres ao seu lado
De canções cantadas aos risos e prantos.

Expressada nestes versos,
É a saudade que tenho de você
Não sei o dia que voltarás
Mas espero que seja logo, ao amanhecer...

Férias? De Deus, não!

Semana passada estive no Espírito Santo curtindo o começo das minhas tão desejadas férias. Mas quem disse que Deus nos dá férias? Foram poucos dias, mas muita história pra contar.


Praia de Castelhanos

No percurso de ida, estava no carro eu, Alex - um novo amigo que fiz - e Geraldo, pai de um grande amigo meu, Caio. Foram pouco mais de 600 km de percorridos por um longo tempo: 11 horas. Passamos por João Monlevade para retirar dinheiro no banco. Indo em direção a rodovia, vimos dois homens andando e então, o Geraldo ofereceu carona para eles. Eram pessoas humildes, esgotadas depois de uma longa e dura jornada de trabalho. Levamos eles até bem próximo a casa deles, que fica num distrito um pouco distante da cidade. Além da carona, falamos de Jesus e vimos que um deles havia se afastado de Deus. Logo, falamos da palavra. Mesmo tendo sido um tempo curto e apenas termos falado um pouco da palavra de Deus a ele, sabemos que ela nunca volta vazia.

Logo após deixarmos os dois homens, vimos uma Senhora andando sozinha na estrada. Claro, oferecemos também carona para ela. Deixamos ela em um outro distrito próximo a João Monlevade, mas confesso que fiquei bastante impressionado com o tamanho do percurso que ela faz diariamente. É muito chão para duas pernas! Perguntamos a ela se ela conhecia Jesus e O havia aceitado, e, ela nos falou que frequentava uma igreja local. Como está crescendo o número de pessoas que O aceitam!

Após João Monlevade, houve um desvio na estrada e, depois de percorrer muito chão, fomos parar em Ipatinga. Isso fez com que atrasássemos 2 horas, fora a estrada, lotada de carros e caminhões em plena terça-feira de baixa temporada! De Ipatinga, teríamos que chegar até a BR 116, para então retornar a BR 262 em Caratinga / MG, e assim fizemos. Durante o percurso até Ipatinga havia um caminhão de reboque imenso, carregando uma "espécie"de palco improvisado. Não consegui identificar direito. Só sei que além desse caminhão, haviam umas quatro motos atrás dele, um carro com sirene atrás e um na frente. Tentamos ultrapassá-los uma vez, porém os carros e motos impediam, fazendo sinal de negativo, ou seja, não era permitido a ultra-passagem. No percurso em Minas Gerais foram duas paradas. Na primeira, paramos em um pequeno restaurante e comemos uma coxa de frango grande na mão, muito boa por sinal, e bebemos suco. Na segunda parada, próxima a cidade de Realeza, paramos em um local com uma barraquinha e comemos uma espécie de mingau com milho verde, que eu particularmente detestei (risos).

No começo do percurso no Espírito Santo, já era bem tarde. Paramos em um restaurante que estava fechado. Mas próximo a ele, havia um rio com um moinho instalado fazendo a queda das águas e uma linda natureza. Deu vontade de ficar lá a noite toda. Pegar o meu violão no carro e adorar a Deus. Um silêncio tremendo, apenas o barulho das águas. Porém, ficamos lá alguns minutos apenas e colocamos novamente o pé na estrada. Mais ou menos às 00:30 chegamos em Castelhanos.


Eu e Alex, uma nova amizade.

Ficamos apenas dois dias em Castelhanos. Fizemos algumas visitas em Guarapari também. Estes dois dias foram muito importantes, pois aprimorei relações de amizades com o Caio e ainda fiz um novo amigo, Alex. Conheci os pai e a avó do Caio, e eles foram uma benção na minha vida. Por mais que eu eu seja indigno, percebi o quanto Deus me usou nestes dias na vida das pessoas que estavam comigo lá. Deus me concedeu graça em abundância, e eu fiz a diferença lá. Acho engraçado, porque foi uma diferença tão grande, mas com atitudes tão simples. No modo de falar, tratar as pessoas, refletir... A diferença acontece, quando somos simples, agimos de forma simples. Percebi que Francisco de Assis está bastante correto quando diz: "Pregue sempre o evangelho. Se necessário, use palavras."

Eu e Caio, um grande amigo.

Na sexta-feira fomos embora. Como não havia espaço no carro do Geraldo, ele teve que me deixar na rodoviária de Guarapari para pegar ônibus para BH. Cheguei lá as 5 da manhã, mas o ônibus só iria sair de lá as 7:30 da manhã. Nestas longas duas horas e meia, conheci um casal de Itabirito que estava esperando um onibus para Vitória. De Vitória eles iriam pegar o Trem que vai pra BH. Às 5:20 mais ou menos eles foram embora. A rua ainda estava escura. Após eles irem embora fui em direção a um ponto de táxi localizado ali próximo. Conversei com o taxista (que estava vestido de blusa regata branca, boné, calça, rs) por causa do grande calor que estava fazendo, e ele me mostrou uma padaria que abriria às 6:00, para eu tomar café. Ele me mostrou a padaria e voltou ao ponto de táxi dele. Como ainda estava fechada, eu voltei em direção ao ponto de táxi, mas eu vi um Senhor vigiando uma casa (Secretaria de Agricultura, eu acho) e comecei a  conversar com ele. Papos tradicionais: "Moro a 37 anos aqui...", "A cidade cresceu bastante", "A violência aumentou muito"... enfim...

O céu começou a clarear e então eu fui em direção a uma praça, também localizada próximo a rodoviária, e fiquei ali sentado no banco até umas 6:40. Fiquei observando o vai-e-vem das pessoas, estudantes indo para a escola, varredores de rua, idosos dando volta na praça...

Às 6:40 mais ou menos, atravessei a rua e entrei na padaria para tomar café. Na padaria conversei com duas senhoras, sobre os mesmos assuntos tradicionais citados acima. Mas uma coisa que achei interessante, é que as duas senhoras desabafaram comigo, falando que estavam achando tais matérias da escola dificil. Uma falou da matemática e a outra de física e química. Elas não haviam completado o primeiro grau ainda. Achei estranho de início, mas depois fiquei muito feliz pela força de vontade delas de retornarem aos estudos.
Às 7:15 fui para a rodoviária e o ônibus chegou. Novamente, 11 horas de percurso, devido a problemas de acidente na estrada e transito intenso. Além disso o ônibus parava em praticamente toda cidade que ele passava perto para buscar passageiros.

Quando o ônibus chegou em Vitória, a poltrona ao lado da que eu estava sentado estava ainda vazia. Porém, chegou um jovem e assentou-se ao meu lado. Creio que Deus fez grande obra na vida dele através da minha. Bastante tímido no início, carregando a mala em cima das pernas durante todo o percurso, comecei a trocar as primeiras palavras com ele, depois de uns 40 minutos, eu acho. Comecei a fazer perguntas normais, bem simples. Nome e de onde era. Mas foram essas duas perguntas cruciais para que eu falasse de Jesus a ele. Ele me disse que nasceu em BH, mas aos 10 anos de idade foi morar em Vitória. Ele desabafou comigo, e me contou que estava indo para BH ficar alguns dias com o pai dele (ele não o via há quatro anos), pois a mãe dele estava com medo de um conhecido, de Vitória, fazer algo ruim a ele. Ele havia brigado com essa pessoa no dia anterior. Ele me contou que a região que ele mora em Vitória é bastante violenta e que, quase todo dia,  alguma pessoa é assassinada lá. Olhei para ele, e percebi o quão desesperada aquela alma estava. E, mesmo sem vontade, quer dizer, com muita pouca vontade, peguei o meu mp4 e pedi a ele que ouvisse uma pregação. Ele ouviu e então as portas se abriram para que eu falasse de Jesus a ele. Ele me contou que frequentava uma igreja, mas que havia quatro anos que ele não ia mais. Então falei do amor de Deus para ele e dos planos de Deus para a vida dele. Depois de muitas horas, chegamos em BH. Ele viu o pai, se alegrou e foi embora.

Andando pelas ruas de BH ou até mesmo na praia, percebo o quão imensa a seara é. É tanta gente precisando do amor de Deus! Pessoas anônimas, que buscam desesperadamente a esperança em um futuro melhor. Mesmo sendo poucas palavras, pequenas atitudes, poucos momentos, poucos minutos, PREGUE. Porque a palavra de Deus nunca voltará vazia. Tenho certeza que fiz a diferença na vida destas pessoas, e que elas se lembrarão do que foi dito a elas.

Como falei acima, a seara é grande. Nunca será suficiente. Sei que há muito mais do que fiz, do que foi feito. Mas creio que este pouco, abriu as portas para uma nova esperança, um novo futuro, um novo começo na vida dessas pessoas.

Eu conheci a unica esperança para este mundo. Como missão, devo mostrá-la aos outros também.